UCollatio

Texto críticoB 1315V 920
1– Vós, Don Josep, venho eu preguntar,Vos dom iosep venħo eu p’guntarVos com Iosep uenħo eu p̃guntar
2pois pelos vossos judeus talhadoresPoys peles uosses judeus talhadorespoys pelos uossos Judeus talhador̄s
3vos é talhad’, a grandes e meores,Vos he calhada ag̃rades emeoresuos he calhada agrādes emeores
4quanto cada un judeu á de dar:Quanto cada hun judeu adedarquanto tada huū Judeu adedar
5per qual razon Don Foã[o], judeu,Per qual faz dom feham judeuper qual fazom dom seham Judeu
6a que ja talha foi posta no seu,A que ia talha foy posta nosseuaque ia talha foy posta nosseu
7s’escusa sempre de vosco peitar?Sescussa sempe deuosco reytarsescussa senpre de uosco reytar
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8– [E]stevan da Guarda, pode quitarStēua daguarda pode quitarStēua daguarda pode qⁱtar
9qual judeu quer de peitar os senhores,Qual judeu quer rereytar es senhoresqual Judeu q̄r dereytar os senhōres
10mais, na talha, graças nen amoresMays natalha gracas nē amoresmays natalha gracas nē amor̄s
11non lhi faran os que an de talhar;Nūlhy faram os q̄ham detalharnulhy farā os q̄ ham detali or
12e Don Foã[o] ja per vezes deuE dom foam ia ꝑuezes deuedom foam ia peruezes deu
13o que talharon, com’eu dou do meu;E dom foam ia ꝑuezes deuooque talhāro comeu deꝑdomeu
14er dara máis, e querra-se livrar.Erdara mays e queyrasse luitaresdo ra mays ꞇ ꝯyrasse luirar.
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15– Don Josep, tenho-[o] por sen-razon,Dom iasep tenho por sem razonDom iasep tenho porsem razom
16pois ja foi vosc’en talha igualdadoPoys iaffan uos quē talha igualdadepoys ia ffai uos q̄ue tolha igualdade
17u do seu deu quanto lhi foi talhadoHudo sem deu quantolhi foy talhadohudo seu deu quantolhy foy tolhado
18que per senhores aja defensonQue per senhores ara defensomque per senhores aia defensom
19de non peitar com’outro peitador,Venom peytar comoutro peytadordenom peytar comoutro peytador
20como [o] peita qualquer talhadorComo peyta qual quer talhadorcomo peyta qualq̄r talhador
21quanto lhi talhan, sen escusaçon.Quantolhy talhā sem escufacomquantolhytalhā sem escusazom
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22– [E]stevan da Guarda, per tal auçonStēna daguarda ꝑ tal aucōSteuā daguarda ꝑ talauçō
23qual vós dizedes, foi ja demandadoQual vos dizedes foy ia demandadoqual uos dizedes foy ia demādado
24e foi per el seu feito desputado,E foy per el seu freyte desputadoe foy ꝑ el seu feyto desputado
25assi que dura na desputaçon;Assy que dura na desputacomassy q̄ dura na desputaçom
26e do talho non ten [i] o melhor,E do talho non ten o melhore do talho nō tē o melhor
27ca deu gran peça; mais, pois seu senhorCadeu gran peca mays poys seu senhorca deu grā peta mays poys seu senhor
28lha peita, quanto val tal quitaçon!Lha peyta quuita ual tal q̄tacomlha peyta q̃nta ual tal q̄tacom
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29– Don Josep, ja eu [son] certo [e] fiz↑ Dom iosep ia eu certo fizDom iosep ia eu certo fiz
30que do vosso non é cousa negada,Que douesse non he censa negadoque douesse nō he cousa negado
31mais é tan certa e apre[go]adaMays he tan certo e apreadomays he tā certo ꞇapreado
32come o vinho forte en Alhariz;Come ovi nho forte em alharizdome o uinho forte em alhariz
33e el quer ja de vós, desarreigado,E el queria deuꝯ dese apreygadoe el q̄roa deuꝯ dese arreygado
34de vos aver assi [mal] espeitadoCeuos auer assy espeytadodeuos auer assy aspeytado
35com’oj’el é pelo maior juiz.Comogel he pelo maior juyzcomogel he pelo maior Iuyz
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36– Ja Don Foan, por mal que mi quer, diz+Jadom femī por mal q̄ mj quer dizJa dom foram por mal q̄ mj q̄r diz
37que nego quant’ei por non peitar nada;Que nego quantey por non peyter nadaque nego quātey por nō peycor nada
38e de com’é mia fazend’apostadaE de com he mha fazē da postadaede com he mha fazēdo postada
39vós, Don Estevan, sodes én ben fiz,Vos dom estēua sodes em bem faz’uos dom estēua sodes em bem faz’
40que nunca foi de mia talha negado,Que nūca ffoy demha tassa negadoque nunca ffoy domha tassa negado
41mais sabudo e certo, apregoadoMays sabudo e certo apregoadomays sabudo ecerto apregoado
42quant’ei na terra, movil e raiz.Quantey na terra mouil e rraizquātey(ra) na terra mouil erraiz