UCollatio

VersoTextoMs.
1Don Gonçalo, pois queredes ir d’aqui pera Sevilha,TC
Don gōcalo poys queredes ir daquiꝑa seuilhaB 466
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2por veerdes voss’amig’, e non no tenh’a maravilha,TC
por ueredes uoss. amigE nōno tenh a marauilhaB 466
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3contar-vos-ei as jornadas lego’a legoa, milh’e milha.TC
Contaruꝯ ei as iornadas legoaLegoa milh emilhaB 466
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4E ir podedes a Libira e torceredes ja-quanto,TC
Eir podedes alibⁱraE torc’edes ia ꝙʷtoB 466
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5e depois ir a Alcala se[n] pavor e sen espantoTC
e depoys ir aal calaSe pauor e sē espāto.B 466
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6que vós ajades d’i perder a garnacha nen no manto.TC
Que vos aiades di ꝑderA garnacha nenno mātoB 466
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7E ũa cousa sei eu de vós e tenho por mui gran brio,TC
E hūa cousa sei eu deuosE tenho pʳ muj gram brioB 466
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8e por én vo-lo juro muit[o] a firmes e a fio:TC
E poren uolo iuro muita fⁱmas e affioB 466
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9que sempre avedes a morrer en invern’o[u] en estio.TC
q̄ senpre auedes amorreg em juu’no ē istioB 466
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10Eu por en[de] vo-lo rogo e vo-lo dou en conselho,TC
En poren uolo rogoE uolo dou en conselhoB 466
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11que vós, entra[n]te a Sevilha, vos catedes no espelhoTC
Que uos entrate a seuilhauꝯ catedes no espelhoB 466
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12e non dedes nemigalha por morte de Joan Coelho.TC
E non ded’s nemi galhapʳ mite de Johan coelhoB 466
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13Por que vos todos amassen sempre vós muito punhastes,TC
Por que uꝯ todos amassem semp’Vos muito punhastesB 466
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14bõos talhos en Espanha metestes, pois i chegastes,TC
Bōos talhas en espanha metestesPoys hi chegastesB 466
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15e quen se convosco filhou sempre vós del guaanhastes.TC
E ꝙ̄ sse cōuosco filhou semp’uꝯ del guanihastesB 466
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16Sen esto fostes cousido sempre muit’e mesurado,TC
Sem esto fostes cousidoSemp’ mujt e mesuradoB 466
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17de todas cousas comprido e apost’e ben-talhado,TC
De todas cousas cōpridoE aposter ben talhadoB 466
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18e [e]nos feitos ardido e muito aventurado.TC
E nos feitos ardidoE muito auēturadoB 466
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19E, pois que vossa fazenda teedes ben alumeadaTC
E poys que uossa fazendaTeedes ben alumeadaB 466
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20e queredes ben amiga fremosa e ben-talhada,TC
O queredes ben amigaFremosa e ben talhadaB 466
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21non façades dela capa, ca non é cousa guisada.TC
Non facades dela capaCa non e cousa gⁱsadaB 466
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22E, pois que sodes aposto e fremoso cavaleiro,TC
E poys que sodes apostoE fremoso caualeiroB 466
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23gardade-vos de seerdes escatimoso ponteiro,TC
Gardadeuꝯ de seerdesEscatimoso ponteyroB 466
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24ca dizen que baralhastes con [Don] Joan Co[e]lheiro.TC
Ca dizen que baralhastesCon tohan colheiroB 466
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25Con aquesto que avedes mui máis ca outro compristes;TC
Con aquesto que auedesMui mais ca out.ᵒ compⁱstesB 466
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26u quer que mão metestes, guarecendo én saistes;TC
Hu quer que māao metesTas guarecēdo en saistesB 466
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27a quen quer que cometestes, sempre mal o escarnistes.TC
A ꝙʷ quer que cometestesSemp’ mal oescarnistesB 466
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28E non me tenhades por mal se en vossas armas tango:TC
E nōme tenhades pʳmal se en uossasArmas tengoB 466
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29que foi das duas [e]spadas que andavan en ũu mango?TC
que foi das duas spadasQue andau’ia en hūu mangoB 466
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30Ca vos oi eu dizer: «Con estas petei e frango».TC
Cauꝯ oj eu diz’ cōestas petei e frangoB 466
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31E ar oi-vos eu dizer que, a quen quer que chagassenTC
Ear oi uꝯ eu dizer q̄ aꝙʷ quer q̄ chagassenB 466
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32con esta vossa espada, que nunca se trabalhassenTC
Con esta uossa espada q̄ nūcasse t̃balhassemB 466
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33ja máis de o gua[re]ceren se o ben non agulhassen.TC
Jamais deo gʷcerem seo ben nō agulhassemB 466
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34E por esto [vos] chamamos nós «o das duas espadas»,TC
E pʳ esto chamamos nos o das duas espadasB 466
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35porque sempre as tragedes agudas e amoadas,TC
por que semp’ as tragedes agudasE a moadasB 466
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36con que fendedes as penas dando grandes espadadas.TC
ꝯq̄ fendedes as penasDando g̃ndes espadadasB 466
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37-TC
B 468 bis (UC 464)B 466
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38-TC
Ben ssabia eu mha senhorB 466
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39-TC
Que poys que meu deuos partisseB 466
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40-TC
Que nunca veeria saborB 466
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41-TC
De Rem poys uos eu non uisseB 466
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42-TC
Por que uos ssodes a melhorB 466
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43-TC
Dona de que nunca oysseB 466
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44-TC
Homen falarB 466
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45-TC
Cao uosso bōo sse melharB 466
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46-TC
Sey que parB 466
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47-TC
nūcalhomē pedacharB 466
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48-TC
E poys que o d’s assy quisB 466
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49-TC
que eu ssōo tam alongadoB 466
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50-TC
De uos muy bem seede ffizB 466
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51-TC
Que nunca eu ssen cuydadoB 466
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52-TC
Eu uiuerey ca ia parisB 466
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53-TC
Damor non foy tam coitadoB 466
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54-TC
Nen tristamB 466
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55-TC
nunca soffrerōTal affamB 466
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56-TC
Nē amB 466
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57-TC
ꝙʷtos somNen seeramB 466
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58-TC
Que ffarey eu poys que non uirB 466
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59-TC
O muy bon parecer uossoB 466
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60-TC
Cao mal que uos foy ferirB 466
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61-TC
Aquele xesto uossoB 466
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62-TC
E por ende per rem partirB 466
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63-TC
De uos muytamar non possoB 466
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64-TC
Nen fareyB 466
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65-TC
ante ben sey camoirereyB 466
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66-TC
Senon eyB 466
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67-TC
uos que semprey ameyB 466