UCollatio

Texto críticoB 888V 472V 1036
1– Vós, que soedes en corte morar,Uos q̄ soedes ē corce morarVos q̄ soedes ē corte morarVos que soedes en corte morar
2desses privados queria saberdestes p’uadꝯ q̄ria saberdestas priuatus q̄ria saberdesses priuados quria saber
3se lhes á privança muit’a durar,se lhes ha ap’nāca muyto durarse lhes ha ap’uāca muyto durarselhes ha priuanza muita durar
4ca os non vejo dar nen despender,caos nō ueio dar nē despendr̄caos nō ueio dar nē despendercaos nō ueio dar nē despender
5ante os vejo tomar e pidir,Ande os ueio comar ꞇ pedisante os ueio tomar ꞇ peoirante lhes ueio tomar epidir
6e o que lh[e]s non quer dar ou servirꞇ oq̄ lhs nō qr̄ dar ou uirꞇ oq̄lhs nō qr̄ dar ou uireos nō q̄urem dar ou seruir
7non pode ren con el-rei adubar.nō pode rem cō el Rey adnbarnō pode rem cōel rey adubarnon podem rem cō el rey adubar
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8– Desses privados non sei máis falar,Destes pⁱurad nō sey nonelarDestes priuado nō sey nouelarDesses priuados nō sei mais falar
9senon que lhes vejo mui gran podersenō q̄ lhes ueio rauy gram podr̄se nē q̄ lhes ueio rauy grā podr̄senō q̄lhes ueio mui grā poder
10e grandes rendas e casas gaanhar,et grādes rendas casas guaanharet grandes rendas casas guaandare grandes rendas ꞇ cassas gaanhar
11e vejo a gente toda emprobecerꞇ ueio as gentes muytꝯ ē ꝓueceret ueio as grandes muyto ē ꝓuecere ueio as iento toda ē ꝓ beer
12e con pobreza da terra sair;cō ꝓueza daqrā soyrcō ꝓueza dā grā sayrꞇ cō pobreza da t̃rra sair
13e á el-rei sabor de os oir,ꞇ ha el Rey sabor deos ounitet ha elrey sabor dees o uuire ha el rey sabor de os oyr
14mais eu non sei que lhe van conselhar.mays eu nō sey q̄ lhe uā ꝯselharmay eu nō sey q̄ lhe uā ꝯselharmais eu nō sei q̄ lhe uā cōselhar
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15– Sodes de corte e non sabedes ren,Sodes de corçe nō sabedes rēSedes de corce nō sa_bedes rēSodes de corte et nō sabedes rem
16ca mester faz a todo omen que dé,ca mester faz a todomē q̄ deca mester faz acodomē q̄ decamester faz atodo homē q̄ de
17pois à corte por livrar algo ven,poys a corce par [ ] algo uēpoys a corte perdiuin algo uēpois a corte por luirar algo uē
18ca, se dar non quer, por sen-saber é,Ca sse dar nō qr̄ par Coctegasseca sse dar nō qr̄ por edechassecali dar nō q̄r por sen sabr̄ he
19pois na cort’omen non livra por alpensse de dar nō sse [ ] dalperosse dedar nō sse galalhe dalpoys na cor t homē nō liura por al
20ren se de dar non se trabalh’e d’al,ꞇ se nō der nō deu nō podedutar alꞇ se nō der nō de nō padarensse de dar nō se trabalhe dal
21ca os privados queren que lhes den.caos pⁱuadꝯ q̄rē q̄lhes dēdubar al caos priuadꝯ q̄re q̄lhes dēcaos priuados q̄r em q̄lhes dem.
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E esta cantiga de cima foi feita en tempo d’el-rei Don Afonso, a seus privados.

E esta camiga decima foy feita en tenpo del rey dō affonso a seus rriuados.