UCollatio

Texto críticoB 916V 503
1Maestr’Acenço, dereito fariaMaestra çenço dereyto fariaMaestraçenzo dereyto faria
2el-rei de vos dar mui boa soldadaElRey deuꝯ dar muy boa soldadael rey deuꝯ dar muy boa soldada
3porque fezestes ũa cavalgada,Por que fezestes hūa caualga dapor q̄ feçestes hūa caualgada
4sen seu mandad’, a Roda noutro dia:Sem seu mandada roda noutᵒ. dyasem seu mandada rroda noutᵒ dya
5sen sa ajuda e sen seu dinheiroSem sa aiuda et sem seu d’rsem sa auida ꞇ sem seu dr̄
6fostes ala matar un cavaleiroFostes ala matar hun caualeyrofostes ala matar hū caualeyro
7porque soubestes que o desservia.Por que soubestes que o desseruyapor q̄ soubestes q̄ o desseruya
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8E, se el-rei fos[s]e ben conselhado,E sse elrey fose ben consselhadoE sse ellrey fose bē cōsselhado
9maestr’Acenço, daquestes dinheirosM aestr aţēço daquestes dr̄omae straţēţo daq̄stes dr̄s
10que lh’o demo leva nos cavaleiros,Que lho demo leua nos cauỻosq̄ lho demo leua nos caull’os
11parti-los-ia vosco, per meu grado,Partillos hya uosco ꝑ meu gradopartillos hya uosco per meu grado
12ca non foi tal que a Roda entrass’eCa non foy tal que aceda entrasseca non foy tal q̄ aroda contra sse
13que cavaleiro da vila matasseQue cauỻo da mha marasseq̄ caull’o da uila matasse
14senon vós, que iades desarmado.Se non uos que hyades des armadosenō uos que hyades desarmado.
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15E do serviço que lh’avedes feito,E do uiço que lh auedes fc̄oE do seruiço q̄ lhauedes fc̄o
16maestr’Acenço, non vos enfadedes:Maestraçēço non uos en faded’smaestraçeço nō uos enfadeđs
17tornad’ala e ben barataredes,Tornad alar ben barata redestornada lã bē barataredes
18e matad’outro quando virdes jeito,Et mata doutᵒ. quando u’des geytoet mata doutro quando uⁱdes geyta
19ca, se el-rei sabe vossa demandaCa sse elRey sabe uossa demandaca sse ellrey sabe uossa demanda
20e ouver paz deste execo en que anda,Et ouu’ paz deste execo ē que andaꞇou ũ paz deste execo ē q̄ anda
21arcediagõo sedes logo feito.Arcediagon̄ sedes logo fc̄oarcedia goō sodes logo fc̄o.
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22E diss’el-rei, noutro dia estandoE dissellRey nontᵒ. dia estandoE dissellrey noutᵒ dia estando
23u lhe falaron en vossa fazenda,Hulha falarō en uossa fazendahu(l)lhe(y) falarō ē uossa façenda
24que vos quer dar Ardon en encomendaQue uos quer dar ardom ē encomēdaq̄ uos q̄r dar ardom ē encomēda
25porque dizen que sodes do seu bando;Por que dizem que sodes do sseu bandopor q̄ dizem q̄ sodes de sseu bando
26mais, se i jouver algũu omen fraco,Mays se hy iouu’ alguū hom ē fracomays se hy iouū alguū hom ē frato
27dos vossos poos levad’un gran saco,Dos uossꝯ pooʳs leuadū grā ssacodos uossus poōs leuadū grā ssato
28e ir-si-lh’-á o castelo livrando.Et hyr silhe o castelo liurandoet hyrsilha o castelo liurando